O público que transitava na avenida Europa, um importante corredor viário da cidade de São Paulo onde está localizada a sede do MuBE, pôde usufruir as obras expostas na área externa do Museu, que faziam parte da exposição "Amilcar de Castro: na dobra do mundo" encerrada no dia  26 de setembro de 2021. Motoristas, passageiros de transportes públicos e pedestres que estivessem andando pela calçada, podiam apreciar obras de arte à distância, mesmo sem entrar no Museu.

Quem estiver em São Paulo ainda poderá visitar a monumental obra de Amilcar de Castro, vinda de Uberaba e instalada no MuBE. É só agendar a visita. A entrada é gratuita! 

 

Abaixo, informações completas sobre a exposição e o artista, com vídeos, comentário dos curadores, material educativo, atividade de arte educação e muito mais. Mesmo que você não tenha visitado a exposição, esta página é uma oportunidade única para mergulhar na obra do artista. Aproveite!   

Ministério do Turismo e MuBE apresentam

Amilcar de Castro:

na dobra do mundo

Montagem da obra Amilcar de Castro, Sem título (Uberaba), 1999. Aço. 16,00 x 3,20 x 0,05 m, peso 27 ton. Acervo Uniube, Uberaba-MG.

Amilcar de Castro no MuBE, de Paulo Mendes da Rocha. Um encontro fundamental entre dois gigantes da arte brasileira. Esculturas que carregam uma expressiva vocação pública, na área externa interagem com uma esplanada aberta. Praça atravessada por uma grande marquise de concreto protendido, que lhe dá escala, e constrói balizas visuais para as esculturas. No caso de Amilcar: chapas de aço cor-ten que, pela ação de corte e dobra, se transformam em espaço, em planos de equilíbrio instável, angulosos, que se afinam para tocar o chão em pontos reduzidos.

Guilherme Wisnik, curador da exposição   

Guilherme Wisnik, curador da mostra "Amilcar de Castro: na dobra do mundo" comenta a exposição 

No preto e branco do artista, assim como no cinza do arquiteto, não há concessões sentimentais, ou cordiais. Sóbrias e desafiadoras, as suas respostas artísticas se baseiam no conceito virtuoso de projeto. Um projeto entendido como afirmação de desejos que se realizam em conformidade com a técnica e a matéria. Figurando, assim, a ideia de uma sociedade capaz de planejar seu futuro e medir as consequências dos seus atos, responsabilizando-se por eles. Algo que, no Brasil de hoje, volta a ter um urgente significado.

Guilherme Wisnik, curador da exposição   

​Área interna da exposição "Amilcar de Castro: na dobra do mundo" 

O início desta trajetória se deu nos anos 1940 quando Amilcar, jovem e estudante de Direito na UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (formou-se em 1945), passou a frequentar a Escola Guignard onde, durante vários anos, teve aulas com o artista Alberto da Veiga Guignard... Os anos 50 foram decisivos e importantes. Encontrou amigos, fez parte do movimento Neoconcreto junto com Ferreira Gullar, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Aluísio Carvão e Franz Weissmann. E em 1952 fez a “estrela” de cobre, escultura que inaugurou a descoberta da dobra da chapa e deu a direção para tudo o que viria depois...

Rodrigo de Castro, co-curador da exposição   

Rodrigo de Castro, co-curador da mostra, comenta ao Núcleo Histórico da exposição "Amilcar de Castro: na dobra do mundo"

Uma longa trajetória de mais de cinquenta anos de arte, produzindo esculturas, pinturas, desenhos e gravuras. E experimentando diversos e diferentes materiais além do ferro para realizar esculturas em madeira, vidro, granito e aço inoxidável... Um dia, conversando com Amilcar sobre a vida e como as coisas mudaram desde que nasceu em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais (Paraisópolis), ele disse: "Tem que acreditar. Acreditar sempre e até o fim...”

Rodrigo de Castro, co-curador da exposição   

Galciani Neves, co-curadora da mostra e curadora-chefe do MuBE, comenta "Matéiria-Linha" capítulo da exposição "Amilcar de Castro: na dobra do mundo" que promove diálogos entre a produção contemporânea e a obra de Amilcar de Castro

Adentrar esse momento histórico da produção artística brasileira é lidar com a complexidade de alguns dos processos que radicalizaram nossas formas de pensar, produzir e vivenciar arte. E nesse sentido, estar em contato com a obra de Amilcar, no MuBE, em uma retrospectiva que comemora seu centenário, acende pensamentos acerca das especulações com geometrias não-euclidianas, das objeções à leitura passiva da obra, das concepções não instrumentalizadas do espaço, de práticas fenomenológicas com a linha. Assim, com o capítulo matéria-linha, propomos um contexto de fluxos e contrapontos entre a linha construtiva dos desenhos, obra gráfica e esculturas de Amilcar e sua presença plural em trabalhos contemporâneos brasileiros.

 

Galciani Neves, co-curadora da exposição e curadora-chefe do MuBE   

Bastidores

Ary Perez, engenheiro responsável por criar as soluções que possibilitaram a vinda da obra de grande porte de Uberaba e a colocação das esculturas de grande peso na área externa do MuBE, para a exposição "Amilcar de Castro: na dobra do mundo"

Marcelo Palmério, Reitor da Uniube, proprietária da obra de grandes dimensões de Amilcar de Castro de Uberaba-MG, conta a história da obra, desde o convite ao artista, até seu empréstimo para a exposição no MuBE. 

Preparação de estrutura de proteção da obra de grandes dimensões Amilcar de Castro, sem título (Uberaba), em Uberaba - MG.
Transporte e manuseio: quando uma obra de arte se torna carga excedente (carga indivisível que tem dimensões de largura, altura e comprimento maiores que o padrão). Julio Cesar da Silva, Cesarmaq, São Paulo - SP.
Modelo: estudo de estrutura de travamento para proteção da obra durante movimentação e transporte concebida por Ary Perez
Como foi feita a fixação da obra de grandes dimensões Amilcar de Castro, sem título (Uberaba) no MuBE. Marinalva Pascutti, Soldas Milênio, São Paulo - SP.
Planejamento: Simulação de içamento com maquete, escala 1:25, para estudo do comportamento da obra. José Sergio Borges, encarregado, e Jorge Antunes, engenheiro, Guindastes Triângulo, Uberlândia - MG. 

ações educativas

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No vídeo acima, o educador Lucas apresenta uma pequena biografia de Amilcar de Castro, onde é mostrada parte de sua vasta produção.
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Tendo como referência as esculturas de Amilcar de Castro, venha aprender a fazer cortes e dobras em papéis, que se sustentem sozinhos, em nosso Ateliê a Distância.
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Inspirado na obra de Amilcar de Castro, neste ateliê vamos explorar diferentes maneiras de pintar, com instrumentos incomuns.
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Em diálogo com a mostra “Amilcar de Castro: na dobra do mundo”, partindo de formas geométricas básicas como círculo, quadrado, retângulo e triângulo, este ateliê é um desafio de desenho de transferência. Vamos lá?
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Material Educativo para conhecer um pouco mais sobre a obra e o processo criativo de Amilcar de Castro.
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